Resenha: A Torre Negra I – O Pistoleiro

Oi pessoal, me chamo Lucas e sou novo por aqui. Irei colaborar com postagens no blog da Simone também! E pra começar, vou chegando com nada mais nada menos que a Torre Negra. Espero que curtam. Boa leitura.

Longos dias e belas noites!

Considerado por muitos a grande obra de Stephen King, A Torre Negra (Dark Tower, no original), começou a ser escrita quando o autor tinha por volta dos seus 30 anos, sendo publicada em forma de capítulos por algumas revistas de ficção científica para mais tarde ganhar o formato completo em livro. A partir de seu sucesso, a história do pistoleiro ganhou uma sequência com mais seis romances, dos quais falaremos do primeiro aqui.

Esta resenha se baseia na versão ebook para Kindle, as demais informações referentes à versão impressa são baseadas na versão de lançamento no Brasil, feita pela editora Suma de Letras.

A Torre Negra – O Pistoleiro

No prefácio, o autor cita sua vontade de criar uma obra tão grandiosa quanto àquela feita por J. R. R. Tolkien em O Hobbit e O Senhor dos Anéis, o que nos faz notar uma breve semelhança na introdução da obra. Como no primeiro capítulo de O Hobbit, temos uma frase singular: Numa toca no chão vivia um hobbit. Também nos deparamos ao universo do pistoleiro com a frase:

“O homem de preto fugia pelo deserto e o pistoleiro ia atrás.”

E é exatamente assim que somos apresentados ao universo de Roland Deschain, um pistoleiro solitário no melhor estilo velho oeste e sua sina, a busca pela Torre Negra. Vemos o pistoleiro numa perseguição ao homem de preto, acreditando que o mesmo tenha alguma informação a respeito da localização da Torre. No rastro de seu alvo, Roland chega à pequena cidade de Tull, onde fica hospedado por alguns dias enquanto conhece sua pacata comunidade.

Por algum motivo, Roland se vê muito a vontade em Tull, até mesmo a ponto de criar afeição por uma mulher, algo parecia estar tirando sua atenção à perseguição inicial. Logo vemos que aquilo se tratava de uma armadilha arquitetada pelo homem de preto na tentativa de atrasar Roland de sua missão, com isso podemos presenciar a personalidade do pistoleiro tomando forma. Ele é um exímio atirador, de personalidade forte e atitude implacável. Após uma chacina na cidade, ele continua sua perseguição através do deserto de Mohaine, ainda ao encalço do homem de preto.

Na sequência dessa perseguição somos apresentados à Jake, um garoto que morreu em Nova Iorque no ano de 1977 e que de forma misteriosa se encontrava agora no mundo médio, o mundo que seguiu adiante. Roland o encontra num posto abandonado no deserto. Esse encontro nos leva a crer que existem vários mundos além daquele e que por alguma razão estavam conectados (a Torre Negra, talvez?). O garoto o acompanha nessa perseguição, tornando-se um importante fator nos acontecimentos que viriam acontecer.

Capa A Torre Negra I

O mundo médio é um lugar distópico, onde há uma mistura de tecnologia, magia e velho oeste. Apesar das citações de Roland, sobre como o “mundo que seguiu adiante”, na verdade é como se o mundo tivesse parado no tempo, os seres vivos se tornaram mais hostis e os recursos mais escassos. Um prato cheio para quem gosta de histórias que se passam em um futuro alternativo, onde apenas a sobrevivência importa.

Diferente da maioria das histórias escritas pelo Stephen King, A Torre Negra nos apresenta uma história onde há fantasia e ficção científica, mas com poucas doses de terror. Nesse primeiro volume conhecemos um pouco do pistoleiro de Gilead, Roland, o último de sua linhagem e sua busca incessante pela Torre Negra. Devido a algumas atitudes incompreensíveis do pistoleiro nessa busca, a história desperta no leitor uma curiosidade do quão importante é essa Torre afinal, e quais os motivos obscuros de seu passado que o movem.

king_torre

Stephen King

A leitura da obra possui uma ótima fluidez, possibilitando uma leitura rápida e dinâmica. King descreve as situações dos personagens de forma que o leitor entenda muito bem o que eles estão sentindo no momento da cena. Os cenários não são descritos com os mesmos detalhes, mas sempre deixa indícios para que nossa mente faça o resto do trabalho e imagine todo o ambiente.

Ótima história, diga-se de passagem, a Torre Negra foi o primeiro livro que li do Stephen King e o que me fez reconhecer o valor que tantas pessoas dão a ele. A sensação que esse primeiro volume te passa pode ser descrito como: Recomeço.

Espero que de alguma forma tenha surgido um interesse em vocês, mesmo que pequeno, de conhecer essa obra. Vale a pena!

Forte abraço. Até a próxima.

Lucas Santana

Designer Gráfico, aspirante a resenhista. Gosto de jogar vídeo game, ler livros de ficção, medieval e mangás, além de assistir muitos filmes e séries.

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