Making a Murderer – Juiz anula condenação de Brendan Dassey

Se você também acompanhou o documentário Making a Murderer que a Netflix lançou em dezembro de 2015, sabe o sucesso da sua repercussão trazendo a tona mundialmente o caso de Steven Avery. Quando jovem foi acusado de estupro e após 18 anos uma prova de DNA o inocentou de sua sentença, próximo de conseguir uma indenização milionária devido à falsa acusação do caso, Steven é acusado de matar e estuprar a fotógrafa Teresa Halbach, cujo seus ossos foram encontrados na propriedade de Avery. O sobrinho dele, Brendan Dassey, também foi acusado como cúmplice após uma investigação um tanto quanto duvidosa, os dois foram condenados à prisão perpétua pelo crime.

Foto de Steven Avery e seu sobrinho Brendan Dassey.

Steven Avery & Brendan Dassey

A comoção pelo documentário foi tanta, que 300 mil norte americanos enviaram uma petição a Casa Branca pedindo que o governo perdoasse Steven Avery. Quem assistiu sabe como as provas e depoimentos no caso foram muito suspeitos, além das investigações se concentrarem apenas em Avery, ignorando pessoas próximas de Teresa e até mesmo ligações que foram apagadas de seu celular. Caso você ainda não tenha assistido eu recomendo que assista e tire suas próprias conclusões.

Mas a história não parou por aí, recentemente em 12 de agosto, a justiça anulou a condenação de Brendan pelo crime, o juiz William E. Duffin de Wisconsin, afirmou que o jovem teve seus direitos violados, ele citou a idade de Dassey durante o processo, a ausência de um adulto durante o interrogatório, onde obtiveram uma confissão involuntária e o seu déficit intelectual. Na época em que Dassey foi condenado (2006) ele tinha 16 anos, hoje ele tem 26 e deve ser liberado da prisão em até 90 dias contado a partir da data da decisão, o Estado tem o mesmo prazo para preparar um novo julgamento. Dessa forma, ele terá um novo veredicto que certamente será acompanhado pela mídia e sociedade.

Na época o depoimento de Dassey foi crucial para a condenação de seu tio, o documentário de 10 episódios sustenta a tese de que as duas condenações foram injustas.

Apesar de anulada a condenação de Dassey, não resulta na revisão da condenação de Avery, por se tratar de outro processo. A família de Avery e o próprio, ainda lutam por sua inocência e que ele tenha um novo julgamento de forma justa. Duas novas advogadas assumiram o caso no início desse ano, Kathleen Zellner, famosa por libertar indivíduos injustamente condenados, e Tricia Bushnell, diretora do Midwest Innocence Project, uma ONG dedicada à prestação de serviços jurídicos e de investigação para pessoas inocentes que estão presas. Kathleen há pouco tempo afirmou em entrevista ao jornal Newsweek, que descobriu a existência de um novo suspeito para o caso, um homem do Arizona teria telefonado para a vítima duas vezes antes de sua morte e chegou a ser preso em dezembro de 2015 por crimes de teor sexual.

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Kathleen Zellner

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Tricia Bushnell

A Netflix anunciou que Making a Murderer terá uma segunda temporada, as cineastas Laura Ricciard e Moira Demos já pediram a Kathleen sobre a possibilidade de continuar sua cobertura do caso Avery em uma segunda temporada e agora com a reviravolta do caso Dassey, colaborou para a renovação, porém ainda sem data de previsão.

Avery passou a maior parte de sua vida atrás das grades. Culpado ou inocente? Que a verdade de fato apareça!

Simone Rocateli

Formada em Letras, redatora e revisora freelancer, 30 anos. Amo livros, séries, filmes e boa música. Sonhadora e apaixonada por aquilo que faz, escrever.

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